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14 de junho de 2013

Miguel Torres

Sintomas da Doença - Enfarte do Miocardio

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Doença arterial coronária, insuficiência cardíaca congestiva, enfarte do miocárdio, - cada tipo de problema cardíaco requer tratamento diferente, mas podem apresentar sinais semelhantes. É importante consultar o seu médico para se ter um diagnóstico correto e tratamento imediato.

É importante aprender a reconhecer os sintomas que podem sinalizar uma doença cardíaca. Chamar o médico aquando da presença de novos sintomas ou se eles se tornarem mais frequentes ou graves.

Sintomas de um Enfarte do Miocárdio

  • Desconforto, pressão, peso, dor no peito, braço ou abaixo do esterno.
  • Desconforto que irradia para as costas, mandíbula, garganta ou braço.
  • Indigestão, sensação de inchaço ou azia
  • Sudorese, náuseas, vómitos ou tonturas.
  • Fraqueza extrema, ansiedade ou falta de ar.
  • Batimentos cardíacos rápidos ou irregulares.
Durante um enfarte, os sintomas geralmente duram 30 minutos ou mais e não são aliviados pelo repouso ou medicação oral. Os sintomas iniciais podem começar como um leve desconforto que progride para uma dor significativa.

Algumas pessoas têm um enfarte sem terem nenhum sintoma – Enfarte do Miocárdio “Silencioso”. Ocorre mais frequentemente em pessoas com diabetes.

Quando a pessoa acha que está a ter um enfarte, não deve demorar a pedir ajuda – ligar 112. O tratamento imediato de um enfarte é muito importante para diminuir a quantidade de danos ao coração.



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11 de fevereiro de 2013

Miguel Torres

Causas de Infarto do Miocardio

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Fatores de Risco

  • Idade avançada
  • História familiar de Enfarte Agudo do Miocárdio (EAM)
  • Menopausa prematura
  • Tabagismo
  • Diabetes Mellitus
  • Síndrome Metabólica
  • Hiperlipidemia
  • Obesidade
  • Inatividade física

Causas

Aterosclerose

Os Enfartes ocorrem com mais frequência quando são consequência de uma doença cardíaca das coronárias – Doença das Artérias Coronárias. Isto acontece quando uma placa – placa de aterosclerose – se acumula no interior das mesmas.

Quando ela se rompe, forma-se um coágulo. Se este se tornar grande o suficiente, pode bloquear o fluxo de sangue através da artéria e o músculo do coração deixa de ser oxigenado nesse sitio.

Se este bloqueio não for resolvido rapidamente, esta parte do músculo começa a morrer.

Espasmo de uma Artéria Coronária

Uma causa menos comum é um aperto grave de uma artéria coronária – o fluxo sanguíneo é interrompido através desta. Estes espasmos podem ocorrer mesmo na ausência de aterosclerose.
Curiosidade
Cada vez mais mulheres jovens são vítimas de EAM. A causa está na junção da toma de anticoncecionais orais e serem fumadoras. A obesidade é outro fator de risco, assim como colesterol e hipertensão.
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Miguel Torres

Fisiopatologia de Infarto do Miocárdio

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Fisiopatologia

  • Os mais comuns são os Enfartes Anteriores ou Inferiores
  • Os Posteriores são mais raros. Acontecem quando é afetada a parede posterior do ventrículo esquerdo.

Epidemiologia

  • Incidência / Prevalência:

    • Aumenta com a idade e em pessoas idosas
    • Causa de morte em cerca de 1 em cada 5 homens e de 1 em cada 6 mulheres
    • Entre os 30 e 69 anos é de cerca de 600 por 100.000 para os homens, e 200 por 100 mil para as mulheres

  • Mortalidade / Morbilidade:

    • Aumenta com a idade e em pessoas idosas
    • Igual taxa para homens e mulheres, após 30 dias, sujeitos ao mesmo tratamento

  • Idade:

    • Em pessoas mais idosas
Nota: Os valores do gráfico são méramente ilucidários.
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Miguel Torres

A Vida Após um Infarto do Miocárdio (EAM)

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Depois de um Enfarte, o objectivo é manter o coração saudável e reduzir os riscos de reincidência. A melhor prevenção é tomar a medicação, mudar o estilo de vida e fazer exames regularmente.

Razões de Prescrição Médica Após Enfarte

  • Prevenir futuros coágulos sanguíneos
  • Diminuir o trabalho do coração e melhorar o seu desempenho e recuperação
  • Diminuir o colesterol e assim prevenir o aparecimento de placas de ateroma

Outros medicamentos podem ser prescritos para tratamento ou controlo:
  • Batimentos cardíacos irregulares
  • Pressão arterial elevada
  • Angina
  • Insuficiência cardíaca.
É importante saber os nomes dos medicamentos que se estão a tomar, para que é que são usados ​​e quantas vezes e em que alturas devem ser tomados.E ainda ter uma lista desses medicamentos e levá-los em todas as consultas médicas.
Não há cura para a Doença Arterial Coronariana. Para prevenir a progressão da doença e um outro Enfarte, devem ser seguidos os conselho médicos e serem feitas mudanças de estilo de vida:
  • Inicialmente há a dependência de terceiros, assim como um quadro de depressão ou revolta. Torna-se necessária a reabilitação física e psicológica.
  • Depois fica a dependência de medicação, o controlo, manutenção e reabilitação cardíaca.
  • O regresso ao trabalho deve ser feito de modo faseado.
  • Evitar qualquer situação causadora de stress; procurar atividades de lazer relaxantes.
  • Evitar o excesso de bebidas alcoólicas.
  • A prática de exercício moderada traz bons benefícios.
  • Manter um peso corporal ideal.
  • É necessária uma dieta saudável.
  • Diminuir os níveis de Colesterol no sangue.
  • Controlar a Diabetes e Pressão Arterial Elevada.
  • Deixar de fumar, é primordial para evitar um novo Enfarte.
Depois de sair do hospital, é importante fazer nova consulta médica passadas quatro a seis semanas, para assim ser verificado o progresso e recuperação do paciente. Também é importante realizar exames de diagnóstico para darem o conhecimento da presença ou progressão de bloqueios nas artérias coronárias e assim se definir um plano de tratamento.
No caso de se sentir qualquer sintoma, como dor no peito que se torna mais frequente, aumenta de intensidade e se espalha para outras áreas, falta de ar, especialmente em repouso, tonturas ou batimentos cardíacos irregulares, antes destas semanas, deve-se contactar imediatamente o médico.
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Miguel Torres

Tratamento Para Infarto do Miocardio

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Depois de o Enfarte ter sido diagnosticado, o tratamento tem de começar imediatamente – provavelmente na ambulância, a caminho do hospital. São usadas drogas e procedimentos cirúrgicos para tratar um Enfarte.

Medicação

O objectivo das drogas é parar ou prevenir coágulos sanguíneos, impedirem que as plaquetas adiram à placa, estabilizarem a placa bacteriana e evitar que a isquemia evolua. Estes medicamentos devem ser dados o mais rápido possível (dentro de 1 /2 horas após o inicio do Enfarte), para diminuírem os danos causados ao coração. Quanto mais tempo demorar o início da medicação, maiores serão os danos e menos benefícios trarão. São elas:
  • Aspirina – Ajuda na prevenção da coagulação de sangue, que pode agravar o Enfarte
  • Antiagregantes Plaquetários – Ajuda na prevenção da coagulação sanguínea
  • Tromboliticos – Para dissolvel quaiquer coágulos sanguíneos das artérias cardíacas
  • Betabloqueadores
  • Anticoagulantes
  • IECA´s
Outras drogas podem ser dadas durante ou após um Enfarte para diminuir o seu trabalho, melhorar o funcionamento, ampliar ou dilatar os vasos sanguíneos, diminuir a dor, proteger contra quaisquer ritmo fatal para o coração.

Cateterismo Cardíaco

Durante ou logo após o Enfarte, será feito cateterismo cardíaco para avaliação direta ao estado do coração, das artérias e aos danos causados.
É o tratamento mais adequado e com melhores resultados. Assim é feito o diagnóstico e o consequente tratamento – Angioplastia – com a remoção do coágulo que está a obstruir a artéria.
Se necessário, a cirurgia de bypass pode ser realizada nos dias após o Enfarte para restabelecer o fornecimento de sangue ao músculo cardíaco.

Tratamentos (medicamentos, cirurgias de coração aberto e procedimentos intervencionistas, como angioplastia) não curam a doença arterial coronariana. Depois de um Enfarte, o tratamento não significa que não voltará a acontecer. Isso é possível. Mas, há prevenções a tomar para evitar a reincidência.
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Miguel Torres

Diagnostico Infarto Agudo do Miocardio

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Diagnóstico Diferencial

  • Angina estável
  • Pericardite aguda
  • Miocardite
  • Estenose aórtica
  • Dissecção da aorta
  • Embolia pulmonar
  • Pneumonia
  • Pneumotórax
  • Espasmo esofágico
  • Esofagite
  • Refluxo gastro-esofágico
  • Gastrite aguda
  • Colecistite
  • Pancreatite
  • Dor na musculatura do peito 

Diagnóstico Laboratorial

  • Importância do Eletrocardiograma:

    • Útil em ambiente pré hospitalar
    • Inicialmente pode apresentar-se normal
    • Quando anormal - elevação do segmento ST, ondas T elevadas e inversão da onda T; ondas Q patológicas; defeitos de condução elétrica.
    • Extensão e Localização dos danos ao músculo cardíaco
    • Monitorização da Frequência e Ritmo Cardíaco

  • Importância do Raio X Torácico:

    • Ajuda a avaliar o tamanho do coração
    • Presença ou ausência de insuficiência cardíaca e edema pulmonar

  • Importância da Oximetria de Pulso e Gasometria:

    • Monitorização da saturação de oxigénio

  • Importância da Cateterização Cardíaca e Angiografia:

    • Ajuda a definir a anatomia coronária e a extensão da lesão

  • Importância da Ecocardiografia:

    • Ajuda a definir a extensão do Enfarte
    • Avalia a função ventricular global
    • Pode identificar complicações, tais como insuficiência mitral aguda, rutura ventricular esquerda ou derrame pericárdico

  • Importância da Cintilografia de Perfusão do Miocárdio com Tomografia Computadorizada com Emissão de Foton (SPECT):

    • Deve ser realizado, por exemplo, em pessoas com diabetes ou com impossibilidade de realizar exercício físico

  • Teste Enzimático 

    • Exame de sangue para medir os níveis de enzimas cardíacas que indicam os danos causados no músculo cardíaco
    • Estas enzimas, normalmente, são encontradas no interior das células do coração e são necessárias para o seu funcionamento. Quando o músculo cardíaco está ferido, estas enzimas são libertadas na corrente sanguínea. Ao medir os seus níveis, é possível determinar-se o extensão do Enfarte e estimar a altura em que começou a ocorrer.
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Miguel Torres

Sintomas do Infarto do Miocardio

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Diagnóstico Clínico – Sinais e Sintomas

  • Dor ou desconforto no peito – Dor no peito central ou epigástrica que irradia para os braços, ombros, pescoço ou queixo. A dor é descrita como um aperto, dor, ardor, ou mesmo dor aguda Este desconforto ou dor pode durar mais de alguns minutos, ou ir e voltar, não desaparecendo com o repouso.
  • Falta de ar – pode ocorrer antes ou durante o desconforto no peito. É sentida quando se está deitado e aliviada apenas erguendo-se ou sentando-se direito.
  • Náuseas
  • Vómitos
  • Tonturas
  • Sensação súbita de desmaio
  • Sudorese
  • Problemas de sono
  • Fadiga
  • Palpitações
  • Falta de energia
  • Febre
  • Desmaios
  • Batimentos Cardíacos rápidos ou irregulares
Durante um Enfarte, os sintomas duram 30 minutos ou mais e não são aliviados pelo repouso.

Algumas pessoas sofrem Enfarte sem terem nenhum sintoma (Enfarte Agudo do Miocárdio (EAM) “Silencioso”). Isto pode ocorrer em qualquer pessoa, mas é mais comum entre pessoas com diabetes.
Procurar ajuda rapidamente é essencial. Ao primeiro sintoma de EAM, é crucial o pedido de ajuda, para assim limitar os danos causados ao coração, o tratamento funcionar melhor e acima de tudo, evitar a morte.
É importante a pessoa não se dirigir ao hospital, mas sim chamar imediatamente ajuda especializada – ligar 112 – para que assim seja prontamente assistida já no caminho para o hospital.

Das pessoas que morrem de Enfarte, cerca de metade morre dentro de 1 hora após os primeiros sintomas e antes de chegar ao hospital. Pensa-se assim que uma ajuda mais rápida seria essencial para mais pessoas sobreviverem ou recuperarem melhor de um EAM.
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2 de novembro de 2012

Miguel Torres

Infarto do Miocardio O Que É

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Erroneamente conhecido como Infarto, o nome Enfarte Agudo do Miocárdio (EAM) deriva do facto de a doença acontecer no músculo cardíaco – miocárdio, causando-lhe danos permanentes.

Este ocorre quando o fluxo de sangue, rico em oxigénio, não chega a uma parte do músculo cardíaco. Se o fluxo não for restituído rapidamente, essa parte do músculo do coração pode começar a morrer. Enfarte significa, assim, a morte do tecido devido à falta de fornecimento de sangue.

O músculo cardíaco requer um constante fornecimento de sangue rico em oxigénio. As artérias coronárias fornecem o coração com esta fonte de sangue. Na presença de Doença Arterial Coronariana, as artérias ficam mais estreitas e o sangue não consegue fluir tão bem como deveria. A matéria gorda, o cálcio, as proteínas e as células inflamatórias acumulam-se no interior das artérias e formam placas de diferentes tamanhos. Os depósitos de placas são duros do lado de fora e macios e moles por dentro.

Quando há ruptura da placa, as plaquetas (partículas do sangue em forma de disco que ajudam na coagulação) formam coágulos de sangue à volta da placa. Se um coágulo bloqueia totalmente a artéria, o músculo do coração fica com falta de oxigénio. Num curto espaço de tempo, ocorre a morte de células do músculo cardíaco, causando danos permanentes. Isto é um Enfarte Agudo do Miocárdio.

Embora seja incomum, um Enfarte, também pode ser causado por um espasmo de uma artéria coronária. Durante um espasmo coronário, há uma redução do fornecimento de sangue ao músculo do coração (isquemia). Isto pode ocorrer em repouso, mesmo em pessoas sem Doença Coronária significativa.

Cada artéria coronária fornece sangue para uma região do músculo cardíaco. A quantidade de danos no músculo do coração depende do tamanho da área irrigada pela artéria bloqueada e o tempo entre a lesão e tratamento.

A cura do músculo do coração começa logo após um Enfarte Cardíaco e leva cerca de oito semanas. Assim como uma ferida na pele, numa ferida do coração, forma-se uma cicatriz na área danificada. Mas, o novo tecido cicatricial não se contrai. Assim, a capacidade de bombeamento do coração é reduzido depois de um Enfarte. A percentagem perdida de capacidade de bombeamento depende do tamanho e localização da cicatriz.

O tratamento é tanto mais eficaz, quanto mais rápido for iniciado após o aparecimento de sintomas. 

Atenção

Num Enfarte Agudo do Miocárdio, TEMPO É VIDA.
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